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Sindicato Independente dos Médicos

SIM saúda os novos especialistas e apela à mudança nos concursos

31 março 2026
SIM saúda os novos especialistas e apela à mudança nos concursos
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) saúda todos os colegas que concluíram o seu internato médico, encerrando uma etapa exigente e determinante na sua vida profissional.

Graças à intervenção do SIM, a partir do momento da homologação das notas, estes colegas passarão a auferir como médicos especialistas, um passo há muito reivindicado e agora concretizado.

O SIM endereça igualmente uma saudação aos orientadores de formação, reconhecendo o seu empenho, dedicação e papel essencial na formação médica. Continuaremos a defender a dignificação e valorização do seu trabalho, nomeadamente através da atribuição de uma compensação financeira justa por essa função de elevada responsabilidade e relevância nacional.

Infelizmente, os apelos reiterados há meses pelo SIM para a publicação atempada do mapa de vagas não foram atendidos.

O Sindicato reafirma a sua posição de princípio, defendida há largos anos: o critério central dos concursos deve ser simples e transparente – maximizar a contratação e a fixação de médicos onde existem necessidades reais.

Esse objetivo exige:
  • Concursos regulares e previsíveis.
  • Vagas abertas em todos os locais onde há carências de médicos.
  • Processos administrativos céleres e eficazes, com resposta em tempo útil.
No passado, a ausência de vagas permanentemente abertas e a desconsideração das necessidades reais do sistema revelaram-se um erro estrutural, agravado por bloqueios sucessivos da ACSS, da Direção Executiva do SNS e do Ministério das Finanças, que persistem num modelo antiquado, ineficaz e pouco competitivo.

Esta opção retirou capacidade ao Serviço Nacional de Saúde para atrair e fixar médicos, comprometendo a sua sustentabilidade e qualidade assistencial.

O SIM recorda que a competitividade do SNS depende de regras claras, prazos cumpridos e de um percurso de carreira previsível e confiável. Sem concursos regulares, transparentes e concluídos em tempo útil, o SNS continuará a perder médicos, capacidade assistencial e credibilidade.

A política de concursos médicos tornou-se o exemplo mais evidente da ausência de uma estratégia coerente de recursos humanos.

Esperamos ainda que neste concurso estejam incluídos os médicos do Ministério da Defesa Nacional e do Ministério da Justiça.

O Sindicato Independente dos Médicos lança um fortíssimo apelo à mudança deste paradigma, por um SNS robusto, atrativo e capaz de valorizar os seus profissionais.
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